Avançar para o conteúdo principal

Mensagens

A mostrar mensagens de Novembro, 2011

A Crunha: promontório ou fundação divina?

Já se anunciou no artigo anterior e, como uma das minhas paixões é a toponímia (paixão estranha, sei), já é hora de falar da Crunha (graf. isol. A Coruña) e das suas possibilidades etimológicas. Na nota a respeito da toponímia de Compostela já se avançava a ideia de que as interpretações etimológicas de determinadas palavras, e nomeadamente de alguns topónimos, têm mais a ver com a exigência comercial do turismo do que com a linguística. Pode que muitos topónimos fiquem à margem dessa influência espúria, mas, sem dúvida, onde haja turismo haverá também interpretações para todos os gostos. A Crunha, evidentemente, não vai ser uma exceção.

Artigo ou mutilação?

Eu cheguei ao estudo da toponímia ao ver como, em multidão de casos, os nomes de lugar do meu país estavam incorretamente escritos. Não estou a falar do modo como o fascismo espanhol se dedicou selvagem e alegremente a deturpar a toponímia galega, mas de como, amiúde, os próprios utentes do português galego, nomeadamente durante a época conhecida como Séculos Escuros, mas também antes, começaram a perder constância da morfologia e do significado de alguns dos seus topónimos. Em concreto, referirei-me ao caso da toponímia composta por falso artigo + nome.

Compostela: necrópole ou entulheira?

Vamos começar por um topónimo, dos mais controversos e, para mim, dos mais interessantes, por ser o nome da cidade em que moro e da capital do meu país, cujo nome, Galiza, iremos analisar noutro momento.