Já se anunciou no artigo anterior e, como uma das minhas paixões é a toponímia (paixão estranha, sei), já é hora de falar da Crunha (graf. isol. A Coruña) e das suas possibilidades etimológicas. Na nota a respeito da toponímia de Compostela já se avançava a ideia de que as interpretações etimológicas de determinadas palavras, e nomeadamente de alguns topónimos, têm mais a ver com a exigência comercial do turismo do que com a linguística. Pode que muitos topónimos fiquem à margem dessa influência espúria, mas, sem dúvida, onde haja turismo haverá também interpretações para todos os gostos. A Crunha, evidentemente, não vai ser uma exceção. À partida, há quem assinale (Caridad Arias, 2004: 288) uma etimologia relacionada com o titã da mitologia grega Crono ( Κρόνος, não confundir com Chronos: Χρόνος ), através da equivalente forma celta de Cruinne , que apresenta a característica antecipação celta do -i- desinencial da forma * Crunni . Esta hipótese situa o topónimo na época de c...
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