Diz José da Cunha que, "nos primeiros séculos da cristianização peninsular, a presença de uma igreja era uma marca de tal modo importante e rara no espaço geográfico, histórico e cultural que merecia diferenciá-lo toponimicamente". A ciência toponímica explica que esse é, precisamente, um dos condicionantes sine quae non para o estabelecimento de um topónimo. Mas, em qualquer caso, mesmo sendo efetivamente certo o que Cunha indica, parece que a relevância que justifica salientar a igreja em forma de topónimo não se deveu produzir apenas nos primeiros séculos da cristianização. Vejamos. É certo que nessa época a igreja é um facto diferenciado, raro, com efeito, por palavras de Cunha. Ora, mesmo durante o século XI, quando Raoul Glaber ressumia o fenómeno de proliferação de igrejas por toda a parte na Europa ocidental, chegando a dizer aquela conhecida frase triunfal em que o mundo se revestia de um "branco manto de igrejas", a nível microtoponímico, a igreja dev...
Um espaço sobre toponímia, geografia e história da Galiza